segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Who's Jack??


Jack the Ripper tornou-se popular por muitas razões. Ele não foi o primeiro serial killer, mas foi provavelmente o primeiro a actuar numa grande metrópole, numa época em que a maior parte da população tornara-se letrada e em que a imprensa era uma força impulsionadora para mudanças sociais. O Ripper também apareceu numa altura de grande tumulto politico e assim, os liberais e reformadores sociais, bem como os Irlandeses tentaram usar os seus crimes para determinados fins políticos. As actividades de Ripper eram relatadas todos os dias nos jornais, bem como os resultados dos inquéritos e as acções levadas a cabo pela policia.  Até mesmo os pensamentos dos habitantes do East End, e os editoriais que atacavam as várias organizações da sociedade, apareciam todos os dias para os Londrinos e o mundo lerem.  Foi a cobertura da imprensa que tornou uma série de assassinatos em "algo novo", algo que o mundo jamais tinha visto. A imprensa foi também responsável por criar muitos mitos à volta de Ripper e acabou por transformar um triste assassino de mulheres, num monstro papão, que se tornou numa das figuras mais emblemáticas da criminologia na história. A restante responsabilidade é do próprio Ripper. Ele podia ter sido um comum assassino sexual nos anos 90, mas na altura ele apostou em aterrorizar uma cidade inteira e em chamar a atenção de todo o mundo sobre si, deixando as suas vitimas mutiladas à vista. No final, Ripper nunca foi apanhado e são os mistérios que o rodeiam que romantizam a história e despertam nas pessoas vontade de os resolver.
As vitimas


Não é certo o número de mulheres mortas por Ripper. São aceites cinco, embora tenha sido registado que ele matou apenas quatro, enquanto outros afirmam sete ou mais. O público, a imprensa e muito policias mais jovens acreditam que Ripper foi responsável por nove mortes. As cinco mais conhecidas são:





Sexta-feira, 31 de Agosto de 1888 Mary Ann Nichols Buck's Row, Whitechapel,
Sábado, 8 de Setembro de 1888 Annie Chapman No pátio traseiro em 29 Hanbury Street,
Spitalfields.
Domingo, 30 de Setembro de 1888 Elizabeth Stride No pátio ao lado de 40 Berner Street,
St Georges-in-the- East.
Domingo, 30 de Setembro de 1888 Catherine Eddowes Mitre Square, Aldgate, City of London.
Sexta-feira, 9 de Novembro de 1888 Mary Jane Kelly 13 Miller's Court, 26 Dorset Street Spitalfields.

















Elizabeth Stride
Mary Ann Nichols


Além destas cinco, existem fortes razões para acreditar que a primeira vitima foi na realidade Martha Tabram, que foi assassinada numa terça-feira, 7 de Agosto de 1888, e existem fortes suspeitas para por em causa se Stride seria realmente uma vitima de Ripper.
Todas estas vitimas eram prostitutas e foram mortas entre princípios de Agosto e princípios de Novembro de 1888. Todas foram mortas no exterior, com excepção de Tabram e Kelly e não há provas que sugiram que elas se conheciam. As suas idades e aparências eram variadas e quase todas eram alcoólicas e pensasse que estavam alcoolizadas quando foram mortas.

Suspeitos

Lewis Carroll


Prince Albert
Existem muitos suspeitos, cerca de 31, mas certamente o mais conhecido foi é o Príncipe Albert Victor. Embora entre a longa lista de suspeitos existam famosos, entre os quais Lewis Carroll, facto que só tomei conhecimento muito recentemente. O Príncipe Albert, filho da Rainha Vitória nasceu em 1864, rumores diziam que ele era um homem de muitas mulheres, e que fez parte de muitos escândalos abafados pela família real. Foi considerado por muitos uma criança "lenta", com uma educação pobre e tornou-se um adulto sem interesse e até mesmo aborrecido. Chegaram mesmo a haver afirmações que ele era levemente retardado. Albert teria sucedido no trono se não tivesse morrido vitima da epidemia de gripe 1891-92. Na altura dos assassinatos não havia provas que apontassem para Albert, estas apareceram muito mais tarde, depois de muitos dos principais suspeitos já terem falecido. Foi só em 1962 que se torna conhecida a primeira teoria sobre o envolvimento de Albert nos assassínios.Esta primeira teoria nasce no livro de Phillippe Jullien, Edouard VII. Nele Jullien diz " havia rumores que  príncipe e o Duque de Bedford eram responsáveis pelas mortes". Dr. Thomas Stowell pegou nesta "ponta de novelo" e em 1970, publicou um artigo na edição The Criminologist chamado "Uma Solução". Esta publicação fez sensação pela acusação velada ao Príncipe. Aparentemente Stowell usou material privado de Sir William Gull como primeira fonte de informação e foi este material que  o levou a esboçar a acusação. No artigo, o assassino é referido como "S", mas existem demasiadas evidências que permitem a identificação de Albert como culpado.
De acordo com Stowell, Albert sofria de sífilis, tendo contraído esta doença numa festa na Índia e que esta levou-o à loucura, compelindo-o a cometer os assassínios. Nesta teoria, a família real tinha conhecimento da culpa do Príncipe, "definitivamente após o segundo assassinato, e possivelmente logo após o primeiro (Rumbelow, p 196). O médico de Albert era supostamente Sir William Gull. Aparentemente nenhuma tentativa foi feita para impedir Albert até ao assassinato duplo, quando ele foi enviado à força para um hospital psiquiátrico privado.
Albert terá escapado e assassinado Kelly, sendo posteriormente apanhado e terá morrido em 1892, não de gripe como se diz, mas de alguma doença cerebral no hospital psiquiátrico privado em Sandringham.

As cartas de Ripper

Durante o Outono de Terror centenas de cartas foram enviada para a policia e para a imprensa local alegando serem escritas pelo assassino de Whitechapel. Maior parte delas foram dadas como falsas, escritas ou por jornalistas que tentavam iniciar uma história ou por tolos tentando incitar mais terror. Muitos "Ripperologistas" acreditam que todas elas são falsas. Outros especialistas acreditam que algumas (especificamente a carta "Dear Boss", o postal "Saucy Jacky e a carta "From Hell") são genuinas.

Dear Boss Letter

Recebida a 27 de Setembro de 1888 na Central News Agency, esta carta foi tida como falsa de inicio. Três dias mais tarde, o duplo assassinato de Stride e Eddowes levou as autoridades a reconsiderar,especialmente quando tomaram conhecimento que uma porção da orelha da última vitima tinha sido cortada, promessa feita na carta. A policia atribuiu muita importância a esta carta e assim, esta foi reproduzida nos jornais e placards na época, na esperança de que alguém reconhecesse a letra. Um postal escrito no dia 1 de Outubro para a Central News Agency, fazendo referencia ao duplo assassinato e à carta "Dear Boss", foi escrita pela mesma mão. Se são falsas ou não, é onde surge pela primeira vez a referência ao nome "Jack the Ripper" relacionado com os assassinatos de Whitechapel.

Tradução da carta:


"Caro Patrão,
Continuo a ouvir que a policia me apanhou mas parece que ainda não é desta. Riu-me quando eles se armam em espertos e dizem estar no caminho certo. A piada sobre o avental de pele ia-me matando. Eu vou dar cabo destas prostitutas e não vou parar de as estripar enquanto me apetecer. Grande obra o último trabalho. Nem dei tempo à mulher para gritar. Como é que me vão apanhar agora? Eu adoro o meu trabalho e quero recomeçar de imediato. Em breve terão noticias minhas de novo e dos meus jogos engraçados. Guardei alguma dessa coisa vermelha numa garrafa de cerveja de gengibre depois da última obra servir de tinta, mas No meu próximo trabalho vou retirar as orelhas à senhora e enviá-las aos policias só para divertimento. Guarde esta carta até eu ter elaborado mais algumas obras e depois entregue-a de imediato.  A minha faca é tão boa e está tão afiada que não vejo a hora de regressar ao trabalho. Boa sorte.

O seu verdadeiro
Jack the Ripper
Pode usar o meu artistico
PS Não posso enviar isto antes de tirar das mãos tod a tinta vermelha maldita seja. Ainda não consegui. Agora dizem que sou médico. ha ha"

Independentamente de serem verdadeiras ou falsas, o que é certo é que até hoje ninguém sabe quem foi Jack the Ripper. Na viragem do milénio, todos os fãs e curiosos esperavam ansiosamente a abertura do processo e assim, a revelação da verdadeira identidade, que alegadamente, é conhecida pela Scotland Yard. Diziam que iam revelar finalmente a identidade, uma vez que na viragem do milénio Jack the Ripper já teria falecido e assim, caso fosse realmente um membro da família real, já não haveria qualquer problema. Mas tal não aconteceu!

De tempos a tempos ainda aparecem noticias sobre Jack. Após tantos anos, ainda consegue ser noticia. Uma das últimas revelava o possível rosto do assassino (que estranhamente apresentava semelhanças a Freddy Mercury) e também alegadamente, iriam descobrir a verdadeira identidade de Jack através do DNA deixado nas vitimas. Como o farima não sei, pois nessa altura não havia banco de dados de DNA....e em quem vão testar se não sabem quem ele foi????). Jack tinha intenção de limpar Whitechapel da prostituição, penso que se hoje ele fosse vivo ficaria satisfeito, porque quem lá passa não vê nenhuma (pelo menos nas ruas). Foi também fruto de muitos livros sérios e ficcionais, de filmes e séries...povoou e povoa ainda o imaginário de muitos admiradores. Quanto a mim, jamais se saberá quem ele foi e continuar-se-á a supor que era este ou aquele.  E mesmo que A Scotland Yard saiba quem ele foi jamais revelará o segredo, pois iria estragar todo o mistério que envolve este Ripper e arruinar a ideia de que alguém, algures, em algum tempo, conseguiu o impossivel: Cometer o crime perfeito...



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